Quedas em idosos: e agora?

Quedas em idosos: e agora? A Organização Mundial da Saúde (OMS) define queda como “um evento não intencional que resulta em deslocamento do corpo para um nível inferior à posição inicial, com incapacidade de correção a tempo”. Ou seja, qualquer desequilíbrio ou escorregão que leve o corpo ao chão ou a uma superfície mais baixa, mesmo sem ferimentos aparentes, já é considerado uma queda — e merece atenção, especialmente na população idosa.

As quedas são eventos comuns, mas não normais, e preocupantes entre pessoas idosas. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 30% dos idosos brasileiros caem pelo menos uma vez ao ano, e esse número pode chegar a 50% entre aqueles com mais de 80 anos. Uma queda em 12 meses já é um sinal de alerta da necessidade de avaliação e possível intervenção da fisioterapia, pois esses episódios não apenas causam lesões físicas, como fraturas e traumas cranianos, mas também comprometem a autoestima e a autonomia, gerando medo e restrição de atividades, além de uma maior dependência e morte.

Depois do susto, o próximo passo é olhar com atenção para a causa da queda e planejar estratégias de prevenção de novos episódios. Além da avaliação médica, é fundamental envolver a Fisioterapia em Gerontologia (fisioterapia geriátrica) no processo de reabilitação.

O fisioterapeuta avalia a força muscular, o equilíbrio, a coordenação e a marcha da pessoa idosa, propondo um plano terapêutico individualizado. Os exercícios podem incluir treino de equilíbrio, fortalecimento muscular e simulações de situações do cotidiano, como levantar da cadeira ou subir degraus.

Além disso, o fisioterapeuta orienta quanto ao uso correto de dispositivos auxiliares, como bengalas e andadores. Muitas pessoas idosas utilizam bengalas sem a devida orientação, o que pode levar a tropeços, sobrecarga articular ou postura inadequada. O uso incorreto — como altura inadequada, apoio no lado errado do corpo ou falta de estabilidade do acessório — pode aumentar o risco de quedas, em vez de preveni-las.

O ambiente doméstico também precisa ser adaptado, retirando tapetes soltos, melhorando a iluminação e instalando barras de apoio. O uso de calçados fechados e com solado de borracha deve ser incentivado. Outras estratégias de prevenção incluem o acompanhamento regular da visão, já que doenças oculares como catarata e degeneração macular reduzem a percepção de obstáculos. A avaliação auditiva também é relevante, pois alterações no equilíbrio podem estar associadas à perda auditiva. Não menos importante, aparece a alimentação: uma dieta adequada desempenha papel importante: a deficiência de vitamina D, cálcio e proteínas compromete a força muscular e a saúde óssea. Um plano nutricional equilibrado, orientado por profissional habilitado, contribui para a manutenção da mobilidade e da estabilidade.

Cuidadores bem orientados e algumas mudanças de comportamentos de risco são de suma importância, pois o cuidado após uma queda vai muito além do tratamento imediato. A pessoa idosa pode desenvolver medo de novas quedas, por isso é sempre importante sinalizar a equipe de saúde quando da ocorrência de uma queda. É fundamental uma abordagem multidisciplinar e proativa, com destaque para a fisioterapia em gerontologia (fisioterapia geriátrica) como ferramenta essencial para restaurar a qualidade de vida do idoso. Afinal, cair uma vez não deve significar o fim da independência, mas sim o início de uma nova fase de cuidado e prevenção.

Entre em contato conosco no WhatsApp: (11) 96998-1295. Temos uma equipe de Fisioterapeutas especializados para atender e orientar a pessoa idosa, oferecendo cuidado especializado e tratamento eficaz para melhorar a qualidade de vida.

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Você sabe identificar quando o idoso precisa de Fisioterapia? Confira no nosso post os principais sinais e cuide de quem você ama com mais segurança.


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