Marcha: passos para a autonomia

Idoso caminhando na rua, com uma sacola nas mãos. demonstrando na sua marcha: passos para a autonomia

Marcha: passos para a autonomia – O ato de caminhar parece simples, mas envolve uma série de capacidades físicas e cognitivas que podem se perder ou se reduzir com o envelhecimento, após lesões ou em situações de fragilidade. Por isso, o treino de marcha é uma estratégia importante dentro da fisioterapia e da promoção da saúde, ajudando a manter a independência e a qualidade de vida (Montero-Odasso et al., 2020).

Um exemplo prático de exercício é o caminhar em circuito com obstáculos. Para realizá-lo, basta organizar um espaço seguro, colocando cones, cadeiras ou objetos que representem obstáculos baixos no percurso. A pessoa deve caminhar em linha reta, contornar os obstáculos, realizar giros a cada marcação e, se possível, variar a velocidade em trechos diferentes. Esse exercício pode ser adaptado para diferentes níveis de capacidade funcional (Sherrington et al., 2019). Lembrando que esse exercício deve ser feito com a presença próxima do Fisioterapeuta e somente realizar quando não tiver risco maior de queda.

Durante essa prática, diversos componentes da marcha são estimulados:

Equilíbrio: o ato de desviar de obstáculos e fazer curvas exige ajustes posturais constantes, fortalecendo a estabilidade. Promove a ativação dos sistemas que controlam o equilíbrio (muscular, visual e vestibular).
Força: os músculos das pernas e do tronco trabalham para sustentar o corpo e impulsionar cada passo, principalmente em mudanças de direção.

Comprimento da passada: ao caminhar em trechos retos, é possível estimular passos mais amplos, evitando o encurtamento de passos característico de alguns idosos.
Giro: as curvas e retornos do circuito ajudam a treinar a capacidade de mudar de direção sem perder a estabilidade.

Resistência: repetir o percurso por um tempo maior melhora a capacidade cardiorrespiratória e a tolerância ao esforço.

Profundidade e percepção espacial: contornar objetos ou calcular a distância para ultrapassá-los trabalha a noção de espaço, importante para prevenir quedas.
Velocidade: alternar entre trechos mais rápidos e mais lentos estimula o controle do ritmo e a capacidade de resposta motora.

Dupla tarefa: para aumentar a complexidade, pode-se acrescentar comandos verbais ou pequenas tarefas cognitivas durante a caminhada, como contar de trás para frente ou carregar um objeto leve. Isso ajuda a preparar a pessoa para situações do dia a dia, quando é preciso caminhar e, ao mesmo tempo, conversar ou prestar atenção ao ambiente.

O treino de marcha, quando bem orientado por um Fisioterapeuta Especializado, é uma forma eficaz de trabalhar múltiplas habilidades em um único exercício. Ele contribui para a prevenção de quedas, melhora da confiança ao andar e manutenção da autonomia. Simples de ser aplicado quando seguro e supervisionado, pode ser adaptado tanto em clínicas quanto em domicilio, desde que respeitando a segurança e os limites individuais e elaborado com significado e focado nos objetivos e meta principal de cada pessoa.

Palavras-chave: Marcha: passos para a autonomia, Fisioterapia para Idosos, Fisioterapia em Casa, Fisioterapia Domiciliar, Envelhecimento

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