Fraturas em pessoas idosas

Fraturas em pessoas idosas não são apenas “ossos quebrados”: têm impacto grande na independência, na qualidade de vida e na sobrevida. A osteoporose, perda progressiva de massa óssea, torna os ossos mais frágeis e é uma das principais causas das chamadas fraturas por fragilidade; estima-se que cerca de 50% das mulheres e 20% dos homens a partir dos 50 anos sofrerão ao menos uma fratura osteoporótica ao longo da vida.

Segundo o Ministério da Saúde (2021), essas fraturas representam uma das maiores causas de internação entre idosos no país, com impacto importante sobre custos hospitalares e mortalidade.
A maioria dessas fraturas ocorre após quedas de baixa energia (por exemplo, uma queda ao nível do chão). As fraturas por fragilidade são mais frequentes em pessoas idosas, especialmente mulheres, e representam um importante problema global de saúde pela morbimortalidade associada. Prevenir quedas e tratar a fragilidade óssea são, portanto, metas centrais das políticas de saúde.

No Brasil, linhas de cuidado e protocolos clínicos orientam quando investigar e tratar a osteoporose. Diretrizes nacionais recomendam rastreamento com densitometria óssea em grupos de risco, por exemplo, mulheres a partir dos 65 anos e homens a partir dos 70 anos ou na presença de fatores de risco (histórico familiar de fraturas por fragilidade, uso prolongado de corticosteroides e doenças crônicas como artrite reumatoide e insuficiência renal), e tratam a fratura por fragilidade como diagnóstico clínico relevante, mesmo quando a densitometria não é disponível.
Essas orientações ajudam a priorizar quem deve ser avaliado e tratado para reduzir novas fraturas.

As consequências de uma fratura de quadril ou vertebral em idosos vão além da dor: aumentam risco de dependência, complicações clínicas e mortalidade. Estudos mostram que a grande maioria das fraturas de quadril em idosos resulta de quedas, e a recuperação funcional pode ser lenta, exigindo intervenção multidisciplinar para reduzir mortalidade e restabelecer autonomia.
A SBGG alerta que até 50% dos idosos que fraturam o quadril não recuperam plenamente a capacidade de andar, e muitos passam a depender de auxílio para atividades básicas.

Qual o papel da fisioterapia geriátrica? Fundamental.
A fisioterapia atua na prevenção (programas de exercício para força, equilíbrio e marcha), na reabilitação pós-fratura (recuperação de mobilidade, treino funcional, prevenção de complicações como trombose e pneumonia) e na educação sobre adaptações domiciliares e estratégias para reduzir risco de novas quedas.
De acordo com a Associação Brasileira de Fisioterapia em Geriatria e Gerontologia (ABRAFIGE), exercícios de fortalecimento, equilíbrio, treino de marcha e propriocepção podem reduzir o risco de quedas em até 30%.

Em resumo: fraturas em pessoas idosas são comuns e frequentemente evitáveis. Políticas de saúde, rastreamento adequado, manejo farmacológico quando indicado e programas de fisioterapia geriátrica integrados são a melhor estratégia para reduzir impacto pessoal e social dessas condições.

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